
mais uma vez me condeno,
e deixo partir partes de mim,
quase que me abandono,
empurro selvaticamente, com toda a minha força, o que mais quero.
não tenho o argumento para escolher,
fecho me, sou assim,
desisto do que é meu,
penso que tenho tudo,
e perco tudo de novo numa jogada estranha do jogo da vida,
quero me amar tanto, mas não tenho força para suportar tanta paixão,
o meu triste final,
mas a cada momento tento mudar,
e a enércia não me faz mover,
desloco-me no escuro da noite,
e invoco deuses e poderes,
que me dizem tudo o que sou e que posso,
e ainda assim espero,
diluido de mais para lutar,
espelha-te em mim,
estrela do ocaso,
drusa da mente,
bruma da manhã,
olha-te,...
o celta que voava,
voará para sempre por cima das copas das árvores de avalon,
clamando o seu tesouro,
o que é seu por direito,
o que ama mais que tudo,
a liberdade de olhar em frente,
a dualidade,
a entrega,
o respeito, o fulgor,
do momento,
ad aeternam